Kožuhhovski: o progresso da Estónia com Henn não é uma anomalia
Roman Kožuhhovski, antigo selecionador da Estónia de sub-21, afirma que os resultados recentes da seleção principal refletem a evolução sustentada sob o comando de Jürgen Henn, e não uma breve série de bons resultados.
Os 26 jogos de Henn ao leme, ao longo de dois anos e meio, deram tempo à equipa para assimilar os seus métodos, defende Kožuhhovski. Os primeiros resultados, incluindo a vitória na Taça do Báltico, ajudaram a ganhar confiança, enquanto a atual série de seis jogos sem perder – entre a Liga das Nações e a Taça do Báltico – demonstra uma consistência crescente.
Kožuhhovski destacou a flexibilidade tática da equipa, em particular a utilização de uma linha de três defesas. A Estónia pode atacar num 3-4-3 ou num 3-4-2-1 e depois recuar para uma defesa compacta de cinco elementos. Elogiou também a capacidade da equipa para variar a pressão, manter a organização e defender as bolas paradas com maior rigor.
Destacou o defesa Maksim Paskotši pela serenidade e Patrik Kristal por dar criatividade e imprevisibilidade ao ataque. Kožuhhovski afirmou que uma nova geração de jogadores começa a assumir responsabilidades e a liderar a equipa.
A recente janela internacional, que incluiu quatro jogos num calendário exigente, pôs à prova Henn e a sua equipa técnica, disse Kožuhhovski. Apontou também para uma maior concorrência por lugares, com as escolhas a dependerem do rendimento atual e não da reputação. A exibição da Estónia frente à Islândia, apesar de várias ausências importantes, mostrou a confiança do treinador nos jogadores à sua disposição.
Kožuhhovski afirmou que a adaptabilidade tática, o aparecimento de novos líderes e uma cultura de equipa consolidada ajudaram a Estónia a deixar para trás uma abordagem centrada na sobrevivência e a ganhar mais confiança com bola.
Fonte: soccernet.ee